Colegio Magister

Ensino Médio

Cidades Histórias

“Ofuscar os sentidos. Afirmar o esplendor divino. Conquistar a alma e a imaginação com a exuberância da fé. Maravilhar. Extasiar.” Essas eram as diretrizes estéticas para a Arte recomendadas pelo Vaticano no 19o Concílio Ecumênico da Igreja Católica Romana em 1563, conhecido como o Concílio de Trento para combater a reforma protestante iniciada por Lutero na Alemanha em 1517 e as encontraremos por todos os cantos e recantos das cidades históricas mineiras, através do estudo do meio, realizado pelos 1º anos do Ensino Médio, que ocorreu entre 05 e 08 de novembro.

Em Ouro Preto, deparamo-nos com o descobrimento do ouro pelos paulistas, através da observação do Pico do Itacolomy, no alto da igreja de São José. Na programação passamos pelo trajeto de cortejo da Rainha Negra e sua coroação em frente à igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Ao atravessarmos a cidade reencontramos com o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, passando em frente da casa onde morou com sua mulher e filha.

Na antiga Casa dos Contos nos deparamos com o tempo e com o espaço onde negros escravos arrastaram suas pesadas correntes. Negros e mulatos livres impregnaram com seus diferentes sons, cores e tons os afazeres domésticos e situações da vida cotidiana numa cidade em desenvolvimento.

Conhecemos espaços religiosos como o teto da capela da Ordem Terceira de São Francisco de Assis; deparamos-nos com o espaço onde foram derramadas as sementes da Liberdade, Igualdade e Fraternidade tão bem representadas nos tetos das igrejas com tons em azul, branco e o vermelho, clamando para sempre (ou enquanto o homem souber preservar e/ou restaurar) a liberdade ainda que tardia.

Conhecemos algumas das ideias libertadoras contra a dominação econômica, política e cultural da coroa portuguesa através dos cléricos como o cônego Luiz Vieira que inflamou os púlpitos das principais igrejas como a Igreja Matriz do Pilar, Capela da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, Capela da Ordem Terceira do Carmo, onde o sagrado e o profano se misturam e se integram.

Visitamos, ainda, a Mina do Chico Rey, personagem da literatura oral de Minas Gerais: rei na África, trazido como escravo, que conseguiu através da mineração comprar a sua própria alforria e a de tantos negros que a história “esqueceu” de registrar.

Fechamos o dia com o poético, apaixonado e encantador encontro “Romeu e Julieta” brasileiro, na ponte dos Suspiros, onde foi escrita uma das mais lindas histórias de amor: o romance de Maria Dorothéa Joaquina de Seixas com o poeta e ouvidor de Vila Rica, Thomas Antônio Gonzaga, através da obra literária precursora do Arcadismo Mineiro: Marília de Dirceu.

No sábado percorrermos pelos caminhos da Estrada Real e chegamos na (à) cidade de Congonhas, conhecendo a “Bíblia de madeira e pedra-sabão”, que Francisco Antônio Lisboa, o Aleijadinho, esculpiu anjos, discípulos e profetas. Em São João Del Rey, percebemos as transições e aprimoramentos estéticos de Aleijadinho na igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis e a vida de uma mulher de fibra e musa da Inconfidência Mineira, Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira, fechando o dia com um trajeto pelas ruas da cidade de Tiradentes, com direito a uma parada no chafariz de São José das Botas e a visitar duas das igrejas mais peculiares de Minas Gerais: Nossa Senhora do Rosário e Matriz de Santo Antônio.

No domingo, último dia da nossa viagem, conhecemos parte da cidade de Mariana, onde fora o centro da vida mineira, no início do século XVIII, com a Casa de Câmara e Cadeia, Pelourinho, Igreja da Ordem Terceira de São Francisco e Igreja da Ordem Terceira do Carmo, fechando o estudo do meio, na mina da Passagem com um reenergizante mergulho em suas águas azuis.

Foram dias incríveis de grande aprendizado onde adentramos o espaço cênico e teatral das diversas fases do Barroco, re-descoberto pelos modernistas Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Olívia Guedes Penteado, no início do século XX.

Wagner Donizete G.Carvalheiro
Prof. de Artes do Ensino Médio







Monge budista encerra Mostra Cultural

Para encerrar as atividades programadas na Mostra Cultural - Paz a gente é quem faz – Produzindo conhecimentos para um mundo melhor, o Ensino Médio recebeu no dia 10/11, o Monge Joshin da Comunidade Zen do Brasil, que falou sobre “Cultura de Paz” aos alunos do Magister.

O encontro serviu para sensibilizar jovens e professores sobre situações de intolerância que acontecem no mundo e que podem ser revertidas para bons exemplos de convivência pacífica se houver respeito pela própria vida e pela vida de todos os seres.

O Monge Joshin conduziu os presentes a uma breve reflexão sobre a importância de valorizarmos a vida e questionou qual a paz que cada um busca para si. “Para desenvolvermos uma cultura de paz é necessário cuidarmos das pequenas coisas. Respeitem suas vidas e busquem o equilíbrio, assim vocês conseguirão viver em paz”, comentou.


Veja o que os alunos acharam do encontro:

“O Magister tem promovido muitos encontros legais, mas acho que é preciso que alguns estudantes valorizem mais isso. Somente com o passar do tempo é que irão perceber que poderiam ter aproveitado mais o período escolar. Adorei a palestra e acho que foi uma excelente oportunidade de aprender com outra cultura”.

Maria Lucia Crisafulli do 1º ano A


“Foi muito bom estarmos em contato com outras culturas. Às vezes é necessário que alguém nos lembre do quanto é importante valorizar as pequenas coisas da vida para que a paz realmente prevaleça. E o mais importante é que não precisa ser budista para tornar isso possível, basta ter força de vontade”.

Natália Tomé Scalzaretto do 9º ano A.


“Com essa palestra deu para refletir bastante sobre o que fazemos e muitas vezes falamos sem pensar. Não tomamos nenhuma iniciativa para mudar a realidade e passamos a achar que tudo é normal, pois alguém acabará assumindo essa responsabilidade. Acho que esse é o momento de cada um refletir mais sobre os próprios atos”.

Pauliny Sammarco da 1ª série A


“Eu gostaria que as pessoas pensassem mais no que falam, pois certas atitudes podem ofender quem está ao nosso redor. Aprender a escutar é fundamental para a boa convivência e podemos aprender muito com a cultura budista”.

Letícia Pinheiro do 9º ano B


Veja também fotos deste evento:



Lista de aprovados

Os alunos do Ensino Médio demonstraram muito empenho e dedicação durante o exame do vestibular. O resultado de um trabalho coletivo entre alunos e professores pode ser conferido na lista dos primeiros aprovados. A equipe do Ensino Médio continua acompanhando as divulgações e ao longo dos próximos meses novos resultados serão atualizados em nossa lista. Fiquem atentos!

Última Atualização: 11/01/2010 12h00m

André Pegollo

Aviação

Anhembi Morumbi

Brunna Machado Macieira

Engenharia de Alimentos

Faculdade de Engenharia Mauá

Felipe Braz de Oliveira

Aviação

Anhembi Morumbi

Felipe Hessel de Paula

Engenharia da Computação

1ª fase da FUVEST

Flávio Diniz

Farmácia

UFMG

Bioquímica

FUVEST

Gabriela Ventura Dorta

Design de Interiores

Belas Artes

Giovanna Pihler Vieira

Aviação

Anhembi Morumbi

Kaline Viviane de Souza

Filosofia

1ª fase da FUVEST

História

1ª fase da UNICAMP

Lucas de Carlo Feitosa da Silva

Química

UNESP(1ª fase)

1ª fase da UNICAMP

Marianna V. Felizatto

Fotografia

Anhembi Morumbi

Nadine Santana dos Santos

Medicina Veterinária

FMU

Thales Ribeiro de Andrade

Letras

1ª fase da FUVEST

Thamires Couto Palombo

Letras

1ª fase da FUVEST

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